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	<title>Alaúza</title>
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		<title>Alaúza</title>
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		<title>Teleco, o Coelhinho</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 02:10:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>

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		<description><![CDATA[[um conto de Murilo Rubião] - Moço, me dá um cigarro? A voz era sumida, quase um sussurro. Permaneci na mesma posição em que me encontrava, frente ao mar, absorvido com ridículas lembranças. O importuno pedinte insistia: - Moço, oh! moço! Moço, me dá um cigarro? Ainda com os olhos fixos na praia, resmunguei: - [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=118&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>[um conto de Murilo Rubião]</p>
<p>- Moço, me dá um cigarro?</p>
<p>A voz era sumida, quase um sussurro. Permaneci na mesma posição em que me encontrava, frente ao mar, absorvido com ridículas lembranças.</p>
<p>O importuno pedinte insistia:</p>
<p>- Moço, oh! moço! Moço, me dá um cigarro?</p>
<p>Ainda com os olhos fixos na praia, resmunguei:</p>
<p>- Vá embora, moleque, senão chamo a polícia.</p>
<p>- Está bem, moço.Não se zangue. E, por favor, saia da minha frente, que eu também gosto de ver o mar.</p>
<p>Exasperou-me a insolência de quem assim me tratava e virei-me, disposto a escorraçá-lo com um pontapé. Fui desarmado, entretanto. Diante de mim estava um coelhinho cinzento, a me interpelar delicadamente:</p>
<p>- Você não dá é porque não tem, não é, moço?</p>
<p>O seu jeito polido de dizer as coisas comoveu-me. Dei-lhe o cigarro e afastei-me para o lado, a fim de que melhor ele visse o oceano. Não fez nenhum gesto de agradecimento, mas já então conversávamos como velhos amigos. Ou, para ser mais exato, apenas o coelhinho falava. Contava-me acontecimentos extraordinários, aventuras tamanhas que o supus com mais idade do que realmente aparentava.</p>
<p>Ao fim da tarde, indaguei onde ele morava. Disse não ter morada certa. A rua era o seu pouso habitual. Foi nesse momento que reparei nos seus olhos. Olhos mansos e tristes. Deles me apiedei e convidei-o a residir comigo. A casa era grande e morava sozinho &#8211; acrescentei.</p>
<p>A explicação não o convenceu. Exigiu-me que revelasse minhas reais intenções:</p>
<p>- Por acaso, o senhor gosta de carne de coelho?</p>
<p>Não esperou pela resposta:</p>
<p>- Se gosta, pode procurar outro, porque a versatilidade é o meu fraco.</p>
<p>Dizendo isto, transformou-se numa girafa.</p>
<p>- À noite &#8211; prosseguiu &#8211; serei cobra ou pombo. Não lhe importará a companhia de alguém tão instável?</p>
<p>Respondi que não e fomos morar juntos.</p>
<p>Chamava-se Teleco.</p>
<p>Depois de uma convivência maior, descobri que a mania de metamorfosear-se em outros bichos era nele simples desejo de agradar ao próximo. Gostava de ser gentil com crianças e velhos, divertindo-os com hábeis malabarismos ou prestando-lhes ajuda. O mesmo cavalo que, pela manhã, galopava com a gurizada, à tardinha, em lento caminhar, conduzia anciãos ou inválidos às suas casas.</p>
<p>Não simpatizava com alguns vizinhos, entre eles o agiota e suas irmãs, aos quais costumava aparecer sob a pele de leão ou tigre. Assustava-os mais para nos divertir que por maldade. As vítimas assim não entendiam e se queixavam à polícia, que perdia o tempo ouvindo as denúncias. Jamais encontraram em nossa residência, vasculhada de cima a baixo, outro animal além do coelhinho. Os investigadores irritavam-se com os queixosos e ameaçavam prendê-los.</p>
<p>Apenas uma vez tive medo de que as travessuras do meu irrequieto companheiro nos valessem sérias complicações. Estava recebendo uma das costumeiras visitas do delegado, quando Teleco, movido por imprudente malícia, transformou-se repentinamente em porco-do-mato. A mudança e o retorno ao primitivo estado foram bastante rápidas para que o homem tivesse tempo de gritar. Mal abrira a boca, horrorizado, novamente tinha diante de si um pacífico coelho:</p>
<p>- O senhor viu o que eu vi?</p>
<p>Respondi, forçando uma cara inocente, que nada vira de anormal.</p>
<p>O homem olhou-me desconfiado, alisou a barba e, sem despedir, ganhou a porta da rua.</p>
<p>A mim também pregava-me peças. Se encontrava vazia a casa, já sabia que ele estava escondido em algum canto, dissimulado em algum pequeno animal. Ou mesmo no meu corpo, sob a forma de pulga, fugindo-me dos dedos, correndo pelas minhas costas. Quando começava a me impacientar e pedia-lhe que parasse com a brincadeira, não raro levava tremendo susto. Debaixo das minhas pernas crescera um bode que, em disparada, me transportava até o quintal. Em me enraivecia, prometia-lhe uma boa surra. Simulando arrependimento, Teleco dirigia-me palavras afetuosas e logo fazíamos as pazes.</p>
<p>No mais, era o amigo dócil, que nos encantava com inesperadas mágicas. Amava as cores e muitas vezes surgia transmudado em ave que possuía todas e de espécie totalmente desconhecida ou de raça extinta.</p>
<p>- Não existe pássaro assim!</p>
<p>- Sei. Mas seria insípido disfarçar-me somente em animais conhecidos.</p>
<p>O primeiro atrito grave que tive com Teleco ocorreu com um ano após nos conhecermos. Eu regressava da casa da minha cunhada Emi, com quem discutira asperamente sobre negócias de família. Vinha mal-humorado e a cena que deparei, ao abrir a porta da entrada, agravou minha irritação. De mãos dadas, sentados no sofá da sala de visitas, encontravam-se uma jovem mulher e um mofino canguru. As roupas dele eram mal talhadas, seus olhos se escondiam por trás de uns óculos de metal ordinário.</p>
<p>- O que deseja a senhora com esse horrendo animal? &#8211; perguntei, aborrecido por ver minha casa invadida por estranhos.</p>
<p>- Eu sou Teleco &#8211; antecipou-se, dando uma risadinha.</p>
<p>Mirei com desprezo aquele bicho mesquinho, de pêlos ralos, a denunciar subserviência e torpeza. Nada nele me fazia lembrar o travesso coelhinho.</p>
<p>Neguei-me a aceitar como verdadeira a afirmação, pois Teleco não sofria da vista e se quisesse apresentar-se vestido teria o bom gosto de escolher outros trajes que não aqueles.</p>
<p>Ante a minha incredulidade, transformou-se numa perereca. Saltou por cima dos móveis, pulou no meu colo. Lancei-o longe, cheio de asco.</p>
<p>Retomando a forma de canguru, inquiriu-me, com um ar bastante grave:</p>
<p>- Basta esta prova?</p>
<p>- Basta. E daí? O que você quer?</p>
<p>- De hoje em dia serei apenas homem.</p>
<p>- Homem? &#8211; indaquei atônito. Não resisti ao ridículo da situação e dei uma gargalhada:</p>
<p>- E isso? &#8211; apontei para a mulher. &#8211; É uma lagartixa ou um filhote de salamandra?</p>
<p>Ela me olhou com raiva. Quis retrucar, porém ele atalhou:</p>
<p>- É Tereza. Veio morar conosco. Não é linda?</p>
<p>Sem dúvida, linda. Durante a noite, na qual me faltou o sono, meus pensamentos giravam em torno dela e da cretinice de Teleco em afirmar-se homem.</p>
<p>Levantei-me de madrugada e me dirigi à sala, na expectativa de que os fatos do dia anterior não passassem de mais um dos gracejos do meu companheiro.</p>
<p>Enganava-me. Deitado ao lado da moço, no tapete do assoalho, o canguru ressonava alto. Acordei-o, puxando-o pelos braços:</p>
<p>- Vamos, Teleco, chega de trapaça.</p>
<p>Abriu os olhos, assustado, mas, ao reconhecer-me, sorriu:</p>
<p>- Teleco?! Meu nome é Barbosa, Antônio Barbosa, não é, Tereza?</p>
<p>Ela, que acabara de despertar, assentiu, movendo a cabeça.</p>
<p>Explodi, encolerizado:</p>
<p>- Se é Barbosa, rua! E não me ponha mais os pés aqui, filho de um rato!</p>
<p>Desceram-lhe as lágrimas pelo rosto e, ajoelhado, na minha frente, acariciava minhas pernas, pedindo-me que não o expulsasse de casa, pelo menos enquanto procurava emprego.</p>
<p>Embora encarasse com ceticismo a possibilidade de empregar-se um canguru, seu pranto demoveu-me da decisão anterior, ou, para dizer a verdade toda, fui persuadido pelo olhar súplice de Tereza que, apreensiva, acompanhava o nosso diálogo.</p>
<p>Barbosa tinha hábitos horríveis. Amiúde cuspia no chão e raramente tomava banho, não obstante a extrema vaidade que o impelia a ficar horas e horas diante do espelho. Utilizava-se do meu aparelho de barbear, de minha escova de dentes e pouco  serviu comprar-lhe esses objetos, pois continuou a usar os meus e os dele. Se me queixava do abuso, desculpava-se, alegando distração.</p>
<p>Também a sua figura tosca me repugnava. A pele era gordurosa, os membros curtos, a alma dissimulada. Não media esforços para me agradar, contando-me anedotas sem graça, exagerando nos elogios à minha pessoa.</p>
<p>Por outro lado, custava tolerar suas mentiras e, às refeições, a sua maneira ruidosa de comer, enchendo a boca de comida com o auxílio das mãos.</p>
<p>Talvez por ter-me abandonado aos encantos de Tereza, ou para não desagradá-la, o certo é que aceitava, sem protesto, a presença incômoda de Barbosa.</p>
<p>Se afirmava ser tolice de Teleco querer nos impor a sua falsa condição humana, ela me respondia com uma convicção desconcertante:</p>
<p>- Ele se chama Barbosa e é um homem.</p>
<p>O canguru percebeu o meu interesse pela sua companheira e, confundindo a minha tolerância como possível fraqueza, tornou-se atrevido e zombava de mim quando o recriminava por vestir minhas roupas, fumar dos meus cigarros ou subtrair dinheiro do meu bolso.</p>
<p>Em diversas ocasiões, apelei para a sua frouxa sensibilidade, pedindo-lhe que voltasse a ser coelho.</p>
<p>- Voltar a ser coelho? Nunca fui bicho. Nem sei de quem você fala.</p>
<p>- Falo de um coelhinho cinzento e meigo, que costumava se transformar em outros animais.</p>
<p>Nesse meio tempo, meu amor por Tereza oscilava por entre pensamentos sombrios, e tinha pouca esperança de ser correspondido. Mesmo na incerteza, decidi propor-lhe casamento.</p>
<p>Fria, sem rodeios, ela encerrou o assunto:</p>
<p>- A sua proposta é menos generosa do que você imagina. Ele vale muito mais.</p>
<p>As palavras usadas para recusar-me convenceram-me de que ela pensava explorar de modo suspeito as habilidades de Teleco.</p>
<p>Frustrada a tentativa do noivado, não podia vê-los juntos e íntimos, sem assumir uma atitude agressiva.</p>
<p>O canguru notou a mudança no meu comportamento e evitava os lugares onde me pudesse encontrar.</p>
<p>Uma tarde, voltando do trabalho, minha atenção foi alertada para um som ensurdecedor da eletrola, ligada com todo volume. Logo ao abrir a porta, senti o sangue a afluir-me à cabeça: Tereza e Barbosa, os rostos colados, dançavam um samba indecente.</p>
<p>Indignado, separei-os. Agarrei o canguru pela gola e, sacudindo-o com violência, apontava-lhe o espelho da sala:</p>
<p>- É ou não é um animal?</p>
<p>- Não, sou um homem! &#8211; E soluçava, esperneando, transido de medo pela fúria que via nos meus olhos.</p>
<p>À Tereza, que acudira, ouvindo seus gritos, pedia:</p>
<p>- Não sou um homem, querida? Fala com ele:</p>
<p>- Sim, amor, você é um homem.</p>
<p>Por mais absurdo que me parecesse, havia uma trágica sinceridade na voz deles. Eu me decidira, porém. Joguei Barbosa no chão e lhe esmurrei a boca. Em seguida, enxotei-os.</p>
<p>Ainda na rua, muito excitada, ela me advertiu:</p>
<p>- Farei de Barbosa um homem importante, seu porcaria!</p>
<p>Foi a última vez que os vi. Tive, mais tarde, vagas notícias de um mágico chamado Barbosa a fazer sucesso na cidade. À falta de maiores esclarecimentos, acreditei ser mera coincidência de nomes.</p>
<p>A minha paixão por Tereza se esfumara no tempo e voltara-me o interesse pelos selos. As horas disponíveis eu as ocupava com a coleção.</p>
<p>Estava, uma noite, precisamente colando exemplares raros recebidos na véspera, quando saltou, janela adentro, um cachorro. Refeito do susto, fiz menção de correr o animal. Todavia, não cheguei a enxotá-lo.</p>
<p>- Sou o Teleco, seu amigo &#8211; afirmou, com uma voz excessivamente trêmula e triste, transformando-se em uma cotia.</p>
<p>- E ela? &#8211; perguntei com simulada displicência.</p>
<p>- Tereza … &#8211; sem que concluísse a frase, adquiriu as formas de um pavão.</p>
<p>- Havia muitas cores … o circo … ela estava linda … foi horrível … &#8211; prosseguiu, chocalhando os guizos de uma cascavel.</p>
<p>Seguiu-se breve silêncio, antes que voltasse a falar:</p>
<p>- O uniforme … muito branco … cinco cordas … amanhã serei homem … &#8211; as palavras saíam-lhe espremidas, sem nexo, à medida que Teleco se metamorfoseava em outros animais.</p>
<p>Por um momento, ficou a tossir. Uma tosse nervosa. Fraca, a princípio, ela avultava com as mutações dele em bichos maiores, enquanto eu lhe suplicava que se aquietasse. Contudo ele não conseguia controlar-se.</p>
<p>Debalde tentava exprimir-se. Os períodos saltavam curtos e confusos.</p>
<p>- Pare com isso e fale mais calmo &#8211; insistia eu, impaciente com as suas contínuas transformações.</p>
<p>- Não posso &#8211; tartamudeava, sob a pele de um lagarto.</p>
<p>Alguns dias transcorridos, perdurava o mesmo caos. Pelos cantos, a tremer, Teleco se lamuriava, transformando-se seguidamente em animais os mais variados. Gaguejava muito e não podia alimentar-se, pois a boca, crescendo e diminuindo, conforme o bicho que encarnava na hora, nem sempre combinava com o tamanho do alimento. Dos seus olhos, então, escorriam lágrimas que, pequenas nos olhos miúdos de um rato, ficavam enormes na face de um hipopótamo.</p>
<p>Ante a minha impotência em diminuir-lhe o sofrimento, abraçava-me a ele, chorando. O seu corpo, porém, crescia nos meus braços, atirando-me de encontro à parede.</p>
<p>Não mais falava: mugia, crocitava, zurrava, guinchava, bramia, trissava.</p>
<p>Por fim, já menos intranquilo, limitava as suas transformações a pequenos animais, até que se fixou na forma de um carneirinho, a balir tristemente. Colhi-o nas mãos e senti que seu corpo ardia em febre, transpirava.</p>
<p>Na última noite, apenas estremecia de leve e, aos poucos, se aquietou. Cansado pela longa vigília, cerrei os olhos e adormeci. Ao acordar, percebi que uma coisa se transformara no meus braços. No meu colo estava uma criança encardida, sem dentes. Morta.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/118/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/118/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=118&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A Vida de Shelley, André Maurois</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Oct 2011 22:15:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A primeira aparição de Byron não decepcionou os Shelley. A beleza daquele semblante era impressionante. O que chamava a atenção em primeiro lugar era um ar de altivez e de inteligência, em seguida uma palidez de luar, sobre a qual realçavam com um brilho de veludo os grandes olhos animados e sombrios, os cabelos negros um pouco cacheados, a linha perfeita das sobrancelhas. O nariz e o queixo eram de um desenho firme e gracioso. O único defeito daquele belo corpo só aparecia quando ele andava. Coxo, diziam; pé-de-cabra, insinuava Byron, que preferia passar por diabólico a passar por aleijado. Mark notou logo que aquela claudicação lhe dava uma grande timidez; todas as vezes que tinha de dar alguns passos na presença de espectadores, ele lançava uma uma frase satânica. No registro do hotel, sob a rubrica idade, escreveu &#8220;cem anos&#8221;.<br />
Os dois homens simpatizaram um com outro; Byron encontrava em Shelley um homem de sua classe que, apesar de uma vida difícil, conservava as maneiras encantadoras dos rapazes de bom sangue. A cultura daquele espírito deixou-o admirado; ele próprio lera muito, mas sem aquela extraordinária seriedade. Shelley quisera conhecer, Byron deslumbrar, e Byron sentio-o muito bem. Sentiu igualmente logo que a vontade de Shelley era uma força pura e rígida, ao passo que a sua flutuava ao sabor das suas paixões e de suas amantes.<br />
Shelley, modesto, não percebeu essa admiração, dissimulada por Byron com grande cuidado. Ouvindo o terceiro canto de Childe Harold, ficou comovido e desanimado. Naquela força, naquele ritmo vigoroso, naquele movimento de maré-montante irresistível, reconheceu o gênio e desesperou de o igualar.<br />
Mas se o poeta o impressionou, o homem causou-lhe muita estranheza. Esperava um titã revoltado; deparou com um grande senhor ofendido, muito atento àquelas alegrias e modificações de vaidade que a Shelley pareciam tão pueris. Byron afrontara os preconceitos, mas acreditava neles. Encontrara-os no caminho dos seus desejos e passara por cima deles, mas a contragosto. Shelley agira ingenuamente; ele, conscientemente. Expulso da sociedade, não apreciava senão os sucessos mundanos. Mau marido, só respeitava o amor legítimo. O seu cinismo era de represália, não de convicção. Tentava terrificar a Inglaterra desempenhando um papel audacioso, mas era por desespero de não ter podido conquistá-la num emprego tradicional.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/114/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/114/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=114&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Montanha Mágica, Thomas Mann</title>
		<link>http://alauza.wordpress.com/2011/09/25/a-montanha-magica-thomas-mann/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 Sep 2011 22:10:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trechos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sabemos perfeitamente que a intercalação de mudanças de hábito, ou de hábitos novos, constitui o único meio para manter a nossa vida, para refrescar a nossa sensação de tempo, para obter um rejuvenescimento, um reforço, um retardamento da nossa experiência de tempo, e com isso, a renovação de nossa sensação de vida em geral. Tal [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=109&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Sabemos perfeitamente que a intercalação de mudanças de hábito, ou de hábitos novos, constitui o único meio para manter a nossa vida, para refrescar a nossa sensação de tempo, para obter um rejuvenescimento, um reforço, um retardamento da nossa experiência de tempo, e com isso, a renovação de nossa sensação de vida em geral. Tal é a finalidade da mudança de lugar e de clima, da viagem de recreio, e nisso reside o que há de salutar na variação e no episódico. Os primeiros dias num ambiente novo têm um curso juvenil, quer dizer, vigoroso e amplo. Isto se aplica a uns seis ou oito dias. Depois, na medida em que a pessoa se aclimata, começa a sentir uma progressiva abreviação: quem se apega à vida, ou melhor, quem gostaria de fazê-lo, talvez note com horror como os dias voltam a tornar-se leves e começam a deslizar voando; e a última semana &#8211; de quatro, por exemplo &#8211; é de uma rapidez e fugacidade inquietante. Verdade é que a vitalização do nosso senso de tempo produz efeitos além do interlúdio, fazendo-se valer ainda quando a pessoa já voltou à rotina; os primeiros dias que passamos em casa, depois da variação, se nos afiguram também novos, amplos, juvenis; mas esses são somente uns poucos, já que a gente se reacostuma mais rapidamente à rotina do que à sua suspensão. E o senso de tempo de quem já está fatigado, em virtude da idade, ou nunca o possui desenvolvido em alto grau &#8211; o que é sinal de pouca força vital -, volta a adormecer muito depressa, e já ao cabo de vinte e quatro horas é como se a tal pessoa jamais se tivesse afastado do seu ambiente habitual, e a viagem não passasse de um sonho de uma noite.</p>
</blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/109/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/109/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=109&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Samuel S.</media:title>
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		<item>
		<title>O Amanuense Belmiro, Cyro dos Anjos</title>
		<link>http://alauza.wordpress.com/2011/08/26/o-amanuense-belmiro-cyro-dos-anjos-2/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Aug 2011 19:21:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trechos]]></category>

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		<description><![CDATA[Não voltarei a Vila Caraíbas. As coisas não estão no espaço; as coisas estão é no tempo. Há nelas ilusória permanência de forma, que esconde uma desagregação constante, ainda que infinitesimal. Mas não me refiro à perda da matéria, no domínio físico, e quero apenas significar que, assim como a matéria se esvai, algo se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=107&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Não voltarei a Vila Caraíbas. As coisas não estão no espaço; as coisas estão é no tempo. Há nelas ilusória permanência de forma, que esconde uma desagregação constante, ainda que infinitesimal. Mas não me refiro à perda da matéria, no domínio físico, e quero apenas significar que, assim como a matéria se esvai, algo se desprende da coisa, a cada instante: é o espírito cotidiano, que lhe configura a imagem no tempo, pois lhe foge, cada dia, para dar lugar a outro, novo, que dela emerge. Esse espírito sutil representa a coisa, no momento preciso que com ela nos comunicamos. Em vão o procuramos depois; o que, então, se nos depara é totalmente estranho.<br />
Na verdade, as coisas estão no tempo, e o tempo está dentro de nós. A alma das coisas, em certa manhã de maio no ano de 1910, ou em determinada noite primaveril, doce, inesquecível, fugiu nas asas do tempo e só devemos buscá-la na duração do nosso espírito.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/107/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/107/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=107&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Samuel S.</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>O Amanuense Belmiro, Cyro dos Anjos</title>
		<link>http://alauza.wordpress.com/2011/08/25/o-amanuense-belmiro-cyro-dos-anjos/</link>
		<comments>http://alauza.wordpress.com/2011/08/25/o-amanuense-belmiro-cyro-dos-anjos/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 17:29:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trechos]]></category>

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		<description><![CDATA[Há muito que ando em estado de entrega. Entregar-se a gente às puras e melhores emoções, renunciar aos rumos da inteligência e viver simplesmente pela sensibilidade &#8211; descendo de novo, cautelosamente, à margem do caminho, o véu que cobre a face real das coisas e que foi, aqui e ali, descerrado por mão imprudente &#8211; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=102&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Há muito que ando em estado de entrega. Entregar-se a gente às puras e melhores emoções, renunciar aos rumos da inteligência e viver simplesmente pela sensibilidade &#8211; descendo de novo, cautelosamente, à margem do caminho, o véu que cobre a face real das coisas e que foi, aqui e ali, descerrado por mão imprudente &#8211; parece-me a única estrada possível. Onde houver claridade, converta-se em fraca luz de crepúsculo, para que as coisas se tornem indefinidas e possamos gerar nossos fantasmas. Seria uma fórmula para nos conciliarmos com o mundo.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/102/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/102/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=102&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os Arroios, Mario Quintana</title>
		<link>http://alauza.wordpress.com/2011/08/03/os-arroios-mario-quintana/</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 20:15:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[quintana]]></category>

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		<description><![CDATA[Os arroios são rios guris&#8230; Vão pulando e cantando dentre as pedras. Fazem borbulhas d&#8217;água no caminho: bonito! Dão vau aos burricos, às belas morenas, curiosos das pernas das belas morenas. E às vezes vão tão devagar que conhecem o cheiro e a cor das flores que se debruçam sobre eles nos matos que atravessam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=100&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os arroios são rios guris&#8230;<br />
Vão pulando e cantando dentre as pedras.<br />
Fazem borbulhas d&#8217;água no caminho: bonito!<br />
Dão vau aos burricos,<br />
às belas morenas,<br />
curiosos das pernas das belas morenas.<br />
E às vezes vão tão devagar<br />
que conhecem o cheiro e a cor das flores<br />
que se debruçam sobre eles nos matos que atravessam<br />
e onde parece quererem sestear.<br />
Às vezes uma asa branca roça-os, súbita emoção<br />
como a nossa se recebêssemos o miraculoso encontrão<br />
de um Anjo&#8230;<br />
Mas nem nós nem os rios sabemos nada disso.<br />
Os rios tresandam óleo e alcatrão<br />
e refletem, em vez de estrelas,<br />
os letreiros das firmas que transportam utilidades.<br />
Que pena me dão os arroios,<br />
os inocentes arroios&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=100&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Samuel S.</media:title>
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	</item>
		<item>
		<title>Memorial do Convento, José Saramago</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 19:49:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trechos]]></category>
		<category><![CDATA[saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Entretanto, outros religiosos, pensando que podia o ladrão, por fina astúcia, ter-se escondido na igreja, deram-lhe uma volta completa desde o coro à sacristia, e foi quando andavam neste alvoroçado esquadrinhar, toda a congregação atropelando sandálias e fraldas de hábito, levantando tampas de arcazes, arredando armários, sacudindo paramentos, que um frade velho, conhecido por virtuosa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=95&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Entretanto, outros religiosos, pensando que podia o ladrão, por fina astúcia, ter-se escondido na igreja, deram-lhe uma volta completa desde o coro à sacristia, e foi quando andavam neste alvoroçado esquadrinhar, toda a congregação atropelando sandálias e fraldas de hábito, levantando tampas de arcazes, arredando armários, sacudindo paramentos, que um frade velho, conhecido por virtuosa vida e brava religião, reparou que o altar de Santo António não fora tocados pelas gatunas mãos, apesar de ser nele abundantíssima a prata, rica de peso, lavor e pureza. Estranhou o pio homem, estranharíamos nós se lá estivéssemos, porque, sendo manifesto que por aquela clarabóia de além entrou o ladrão e ao altar-mor foi roubar as lâmpadas, teve de passar diante da capela de Santo António que ao meio estava. Com mais do que razão se achou então o frade, inflamado em zelo, ao voltar-se para Santo António, increpando-o como a servo que descuidasse de suas obrigações, E vós, santo, só guardais a prata que vós toca, e deixais lavar a outra, pois em paga disso não vos há de ficar nenhuma, e ditas estas violentíssimas palavras, foi-se à capela e começou a despi-la toda, tirando não só as pratas, mas as toalhas e adornos, e não só à capela, mas também ao próprio santo, que viu levarem-lhe a auréola de tirar e pôr, e a cruz, e que ficaria sem o menino ao colo se outros religiosos não tivessem acudido, achando a punição excessiva e advertindo que deixasse para consolação do pobre castigado. Meditou um pouco o frade na advertência, e rematou, Pois fique como seu fiador, enquanto não restituir o santo as lâmpadas. E como isto já era pelas duas depois da meia-noite, tempo gasto nas buscas e finalmente no recriminatório lance relatado, recolheram-se os frades e foram dormir, alguns temendo que viesse Santo António a tirar desforra do insulto.</p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/95/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=95&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Samuel S.</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Paisaje, García Lorca</title>
		<link>http://alauza.wordpress.com/2011/08/02/paisaje/</link>
		<comments>http://alauza.wordpress.com/2011/08/02/paisaje/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 14:29:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[lorca]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[El campo de olivos se abre y se cierra como un abanico. Sobre el olivar hay un cielo hundido y una lluvia oscura de luceros fríos. Tiembla junco y penumbra a la orilla del río. Se riza el aire gris. Los olivos, están cargados de gritos. Una bandada de pájaros cautivos, que mueven sus larguísimas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=78&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>El campo<br />
de olivos<br />
se abre y se cierra<br />
como un abanico.<br />
Sobre el olivar<br />
hay un cielo hundido<br />
y una lluvia oscura<br />
de luceros fríos.<br />
Tiembla junco y penumbra<br />
a la orilla del río.<br />
Se riza el aire gris.<br />
Los olivos,<br />
están cargados<br />
de gritos.<br />
Una bandada<br />
de pájaros cautivos,<br />
que mueven sus larguísimas<br />
colas en lo sombrío.</p>
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		<title>&#8220;Furo!&#8221;, Evelyn Waugh</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 23:37:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trechos]]></category>
		<category><![CDATA[Evelyn Waugh]]></category>
		<category><![CDATA[Scoop]]></category>

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		<description><![CDATA[Se um psicanalista, num teste de associação de idéias, dissesse subitamente a Mr. Salter a palavra fazenda, a resposta surpreendente teria sido &#8220;Bum&#8221;, isso porque uma vez havia sido soterrado numa explosão quando passava uma temporada numa fazenda em Flandres. Era sua única associação íntima com a terra. Deixara-lhe a crença obstinada, embora reconhecidamente irracional, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=66&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;">Se um psicanalista, num teste de associação de idéias, dissesse subitamente a Mr. Salter a palavra fazenda, a resposta surpreendente teria sido &#8220;Bum&#8221;, isso porque uma vez havia sido soterrado numa explosão quando passava uma temporada numa fazenda em Flandres. Era sua única associação íntima com a terra. Deixara-lhe a crença obstinada, embora reconhecidamente irracional, de que a agricultura era uma coisa estranha e extremamente perigosa. Uma vida normal, no seu modo de ver, consistia em viagens regulares de trem, cheques mensais, diversões comunitárias e um horizonte familiar de chaminés e telhados de ardósia; havia qualquer coisa pouco inglesa e não exatamente correta em relação ao &#8220;campo&#8221;, com sua solidão e auto-suficiência, seu maldito modo de passar o tempo, sua escuridão e silêncio, e súbitos, inexplicáveis ruídos; o tipo de lugar onde você nunca sabia se, de uma hora para outra, não poderia ser perturbado por um touro, espetado pelo forcado de um roceiro, ou derrubado e feito em pedaços por uma matilha de cães.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Tradução de Roberto Perosa.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/66/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=66&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Conto de Fadas de Padre Brown</title>
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		<pubDate>Wed, 13 Jan 2010 20:49:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Samuel S.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trechos]]></category>
		<category><![CDATA[Chesterton]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Brown]]></category>

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		<description><![CDATA[A pitoresca cidade de Heiligwaldenstein era um daqueles reinos de brinquedo em que ainda consistem certas partes do Império Germânico. Caiu sob a hegemonia prussiana já muito recentemente, na história, mais ou menos cinquenta anos antes do lindo dia de verão em que Flambeau e o Padre Brown se encontravam assentados em seus jardins, bebendo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=59&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align:justify;">A pitoresca cidade de Heiligwaldenstein era um daqueles reinos de brinquedo em que ainda consistem certas partes do Império Germânico. Caiu sob a hegemonia prussiana já muito recentemente, na história, mais ou menos cinquenta anos antes do lindo dia de verão em que Flambeau e o Padre Brown se encontravam assentados em seus jardins, bebendo cerveja. Desde tempos imemoriais, ali não se davam guerras nem injustiças, como se verá. Mas um simples olhar pela cidade não desfazia a impressão de infantilidade que é o aspecto mais encantador da Alemanha &#8211; aquelas pequenas monarquias paternais e pantomímicas em que o rei parece tão doméstico como um cozinheiro.</p>
</blockquote>
<p style="text-align:left;">A Sabedoria do Padre Brown, Chesterton.</p>
<p style="text-align:left;">Tradução de Edilson Alkmim Cunha</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/alauza.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/alauza.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=alauza.wordpress.com&amp;blog=5697388&amp;post=59&amp;subd=alauza&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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